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A vida humana se assemelha à de uma árvore. Nasce, cresce, amadurece, dá frutos, envelhece e morre no plano material. De certo modo é assim também a vida do humano. Nascem sob o véu do esquecimento, para poderem ter uma experiência livre de informações de outras experiências já vivenciadas que poderiam influenciar de forma positiva ou negativa suas escolhas. Portanto, uma experiência livre é como uma folha em branco que vai sendo preenchida pelos acontecimentos dessa vida atual.

Com o tempo crescem, já com certa quantidade de situações vivenciadas e comportamentos adotados, positivos e negativos, criados até esse momento da jornada e que muito refletiram na sequência de suas vidas. Depois amadurecem. Esse amadurecer geralmente vem acompanhado de medos, traumas e, pelo lado positivo, amor, respeito, generosidade, etc. Ao final vem um pouco de tudo, a pergunta que fica: qual deles preenche mais o indivíduo? E o indivíduo tem essa percepção? Se é algo negativo, ele tenta mudar?

Logo após essa fase vem os frutos e quando falo de frutos não se prendam somente à questão de filhos, mas também estendo para aquilo que deixamos para os outros, como ensinamentos, importância na vida das pessoas e o tempo que dedicamos para com os outros. Disso saíram frutos bons ou ruins. Não que isso deva ser atribuído 100% ao indivíduo que seria a “árvore”, mas por ser aquele com certo tempo de vida e amadurecimento, tende a ter uma porcentagem grande no desenvolvimento desses frutos de forma positiva ou não.

E nesse momento lhes pergunto: que frutos tem deixado para a humanidade? Tem sido um bom professor? Tem tido paciência? Tem sido uma pessoa educada? Tem perdoado? Ou guarda rancor? Se dispõe verdadeiramente a ajudar, ou dá desculpas para evitar? Tem compartilhado, ou é mais individualista? Como tem tratado aqueles que você diz que ama? Tem dado a atenção necessária?

A partir dessas respostas, terá uma ideia, talvez mínima, mas uma ideia de como tem tratado seus frutos. Se perceber que vai indo por um mau caminho, corrija, não importa se é simples ou difícil, se passou muito tempo ou não, busque corrigir. Faça o seu melhor. Se estiver indo por um bom caminho, continue e se pergunte: como posso melhorar? E busque essa progressão contínua, faça o seu melhor sempre e em tudo. Simples de falar, mas duro de aplicar, isso depende de como encara a vida e seus desafios. Pois desafios haverão, fazem parte da jornada de vocês. Superá-los é o caminho para o crescimento e desenvolvimento de vocês.

Por fim, chega a velhice, momento esse que geralmente se colhem os frutos. Momento de grande reflexão de vocês, pois muito do tempo que lhes faltava agora sobra. A forma de se locomover talvez mude, fique mais difícil, mas a maneira de ver e senti-la? Essa pode ter mudado e ser mudada inúmeras vezes ao longo da vida, inclusive na velhice. Espero que na de vocês possam estar aproveitando-a pelo lado positivo. E os frutos? Bem, é nesse momento que se tem uma visão melhor deles. Tem visitas? Como é tratado agora que os frutos caminham por si sós? Recebe chamadas? Lembram de você? Tem com quem conversar e rir? E a saúde, tem com quem contar? Consegue se orgulhar do tratamento dado a estes frutos? Como eles se desenvolveram?

Veja, talvez muitos que leiam não estejam na velhice ainda, mas busquem fazer um exercício simples, se visualizem já com certa idade e vejam como têm tratado seus frutos no hoje. A partir disso, analisem os acontecimentos futuros. Independente da resposta, boa ou ruim, lembrem-se sempre de melhorar mais.

Agradeço pelo tempo prestado a esta mensagem em forma de texto.

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